 |
O III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas reuniu vários cineastas, políticos, atores, pessoas comuns com o objetivo de discutir a participação dos negros nos filmes, na arte, na sociedade.
E na noite desta segunda-feira, 16, no teatro Tom Jobim, no Rio de Janeiro, um convidado muito especial foi a estrela principal do evento, o ator norte-americano Danny Glover. Sucesso no cinema internacional, Danny, que atuou em vários filmes, incluindo, "Máquina Mortífera", foi tema do documentário de Rigoberto López, no fillme "Hacer arte, hacer justicia".
O diretor cubano retrata o ponto de vista de Glover sobre o papel do negro no cimena e o entrevista sobre seu engajamento na luta pelo direito civil dos negros e outras minorias. Após um longo discurso do criador e organizador do evento, o ator Zózimo Bulbul, Danny, enfim, pôde esboçar sua opinião.
"Gostaria de agradecer todas as pessoas engajadas nessa celebração, nesse momento histórico. Cada um de nós deve saber o papel que temos que representar em nossa sociedade e assim, salvar a humanidade", contou Danny que custiou sua própria vinda para o Brasil. |
Danny Glover e a namorada brasileira Aline Cavallero |
Para o ator, é cada vez mais importante a influência da arte na transformação mundial. "O filme, a arte, gera debate, diálogo. E essa é a essência. O filme nos ajuda a imaginar e entender as histórias do mundo, a questão da raça, que tem sido ignorada, a questão da identidade", revelou Danny, que participa de projetos em todo o mundo.
Antes da exibição do filme, um debate sobre os mesmos temas conduziram a noite que recebeu a secretária de Ação Social e direitos humanos do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, que representava o governador Sérgio Cabral, como ela mesma afirmou. Além dela, o ator Milton Gonçalves também prestigiou o evento. Mesmo com um ar cansado, Danny mostrou-se muito satisfeito com os resultados do encontro e ressaltou que, ainda há muito o que fazer. "É importante saber que o papel que desempenhamos e a história que fazemos, resulta nas consequências, boas ou ruins. Não existe só a crise econômica e sim, uma crise ética no mundo. Temos que enfrentar essa batalha", filosofou o simpático americano, que terminou o bate-papo com um sonoro e perfeito 'obrigado'. |
- voltar - |